Belo Horizonte, setembro de 2026.
Às Procuradoras e aos Procuradores de Justiça,
Às Promotoras e aos Promotores de Justiça do Estado de Minas Gerais,

O artigo 127 da Constituição Federal de 1988 é a origem do nosso Ministério Público. Representa nossa alma. O constituinte nos concedeu uma nobre missão em defesa da sociedade e nos impôs a obrigação de agirmos com coragem, sem jamais nos omitirmos.
O cenário nacional deste ano de 2026 fez com que nosso sentimento de pertencimento ao MP restasse abalado. É preciso CORAGEM para reagir aos injustos ataques institucionais noticiados.
Nosso modelo de representatividade precisa ser revisto. É hora de enfrentamento estratégico e organizado, tendo os Ministérios Públicos dos Estados o dever de resgate do Ministério Público Brasileiro.
Somos Instituição permanente.
Não somos conjuntura. Não somos gestão ou projeto de governo. Somos o Ministério Público. Atravessamos crises e maiorias. Fomos desenhados para durar precisamente porque haveria dias em que seria inconveniente existir.
Somos Instituição essencial.
Não somos acessórios do sistema de Justiça; pelo contrário, a simetria constitucional é inegociável. Sem o Ministério Público, a jurisdição não se completa e a Constituição não se concretiza.
Somos Instituição guardiã.
Não há, em todo o texto constitucional, missão mais nobre confiada a uma única instituição. Ela nos foi entregue por inteiro. E nós a recebemos como vocação, entregando resultados expressivos à sociedade em todas as áreas, por meio de uma atuação pautada sempre na coragem.

O MP é feito de coragem.
A coragem presente no início de tudo, na escolha pela carreira, na vontade de ser Ministério Público. A coragem que supera as renúncias e que nos dá forças para alcançarmos o sonho de ingressar em nossa instituição.
A coragem que nos move por toda a carreira. Que está presente nas Procuradorias e Promotorias de Justiça de todo o Estado. Nas mãos e becas de cada colega. Imprescindível para as nossas vastas atividades de promoção de justiça e, em especial, nas entregas a sociedade mineira.
A Procuradoria-Geral de Justiça será o lugar onde a coragem de cada membro encontrará o respaldo necessário para a atuação independente.
Para representar e valorizar.
Discutir o orçamento com altivez e paridade. Defender as nossas prerrogativas em Brasília com serenidade, mas com firmeza, e valorizar as alianças necessárias para impedir retrocessos. E informar à classe com transparência e prontidão.
Para comunicar e estruturar.
Destacar o trabalho de cada colega em prol da sociedade, dando visibilidade aos resultados produzidos. Colocar a atividade-fim de volta no centro gravitacional da instituição, promovendo estrutura que atenda à crescente demanda. Ter sede digna e sistemas que ajudam.
Para movimentar.
Acelerar a movimentação na carreira, com editais que não gerem meses de incerteza na nossa vida e na vida de nossas famílias.
Para defender.
A PGJ deve ser o amparo de todo membro que esteja em situação de pressão. Diante da representação infundada. Diante da violação de prerrogativa. Diante do volume que não cabe no expediente.
É dessa forma que a Procuradoria-Geral de Justiça dará respaldo à coragem de cada um e resgatará o nosso pertencimento.
Tudo isso é condição mínima para o cumprimento do artigo 127.
Tenho confiança absoluta no que somos capazes de fazer juntos. Conheço a qualidade da carreira, a dedicação de cada um de nós e a força que temos quando caminhamos unidos. Não nos falta preparo, nem vontade, nem coragem.
É a isso que me proponho como candidato à eleição ao cargo de Procurador-Geral de Justiça.
Convido cada colega a assumir o compromisso de PERTENCER novamente.
O melhor do nosso MP ainda está por vir. E ele começa quando cada um de nós voltar a se sentir parte dele.
Contem comigo. Conto com vocês.
Com respeito e esperança,

